No próximo domingo, nenhum título da série Harry Potter aparecerá na lista de mais vendidos do "New York Times", anuncia o jornal canadense "The Star". Será a primeira vez que isso acontece desde 27 de dezembro de 1998.
Os próximos filmes ainda devem provocar um repique na venda dos livros, mas a desaparição da lista do NYT é um marco simbólico na longa despedida do personagem, tão pranteada pelos editores quanto pelos fãs. Harry Potter ainda estará por algum tempo à nossa volta, mas sua presença terá cada vez menos o lustre maníaco dos últimos dez anos.
O suspense e a histeria em torno dos lançamentos sucessivos, essa engenhosa dramatização publicitária da idéia de obra em progresso, contribuíram para fazer da criação de J.K. Rowling o maior fenômeno editorial (cultural?) da última década. Esgotados os grandes eventos midiáticos, porém, o que sobra é a história, e daqui a alguns anos será possível saber o quanto o poder de atração dos livros dependia de toda essa balbúrdia. Nos descobriremos diante de um novo clássico, como os editores e a própria escritora já fizeram questão de vaticinar? E quando Harry deixar de vez o reino dos best sellers, quanto tempo levará para esquecermos o que significa "quadribol"?
Fonte: O Globm, por Miguel Conde
quinta-feira, 8 de maio de 2008
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